Amnéris usou da mentira para alcançar o mais verdadeiro sentimento de Aida. A escrava, antes princesa da Etiópia, no Egito servia em silêncio. Sofria.
Aida tinha o coração dividido. Seu povo, liderado por seu pai, o rei Amonasro, batalhava justamente com o amor de sua vida, o general dos exércitos do Egito, Radamés.
As aflições de Aida se perdiam no silêncio dos palácios. O Faraó não sabia do amor de Radamés e Aida. Amnéris, filha do Faraó prometida ao general, desconfiava.
Veneno do egoísmo no peito. Amnéris dá ponto à sua trama ao chamar a escrava para contar-lhe: a batalha contra os etíopes foi sangrenta e apesar do povo egípicio sair vencedor, Radamés estava morto.
A mentira atravessa violenta os ouvidos de Aida. De impulso chora e confessa seu amor por Radamés. Amnéris riu, sua mentira destila a verdade do coração de Aida.
Mas a mentira não consegue apagar a alegria dos lábios da escrava quando a história enfim foi revelada.
Radamés estava vivo e irá morrer numa tumba, trancado nos braços do seu proibido amor. A morte dilui o amor às fronteiras e une o amor às almas, onde não existe mentira que dure nem verdade que o impeça de nada.

“A morte dilui o amor às fronteiras e une o amor às almas, onde não existe mentira que dure nem verdade que o impeça de nada”
*Clap,clap,clap*
Muito bom!!!