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Raízes, terra, planta

 

Para onde vão os trens meu pai? Para Mahal, Tami, Camiri. Pontos no mapa. E também pra lugar algum, meu filho. Tu podes ir, e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti. (Hilda Hilst)

Ter as raízes fora da terra faz perder a noção de espaço. Como se uma vazio pesado tomasse o corpo em horas com gosto de eterno.

 

 

 

Não é uma sensação ruim. É mais fácil do que se espera e os minutos mais longos do que se imaginava.

Quando se tem as raízes plantadas em outra terra, não existem fontes conhecidas. Talvez seja preciso regredir um pouco ou avançar terra a dentro, procurar uma novas águas.

Em outra terra é fácil voltar a ser criança, num mundo que parece de brinquedo, numa estranha sensação de não pertencer a lugar algum, nem ao meio do caminho.

Quando se tem as raízes fora da sua terra, estar é uma condição permanente. Ser é uma condição que pertence ao horizonte.

Em outra terra se descobre que nada muda a essência das folhas, apesar da oportunidade de ser outra planta.

 

 

Frase solta

 

O tempo e a distância dão outra dimensão à dor.

 

 

Aventura humana

 

A aventura humana é essencialmente pensante e reflexiva, ou deixará de ser aventura para se tornar peregrinação. Nas potencialidades intrinsecamente humanas reside a esperança da nossa aventura, na percepção de que hoje ela é planetária, envolvendo-nos a todos num caminhar comum, no entendimento de que ‘amai-vos uns aos outros’ não é uma simples mensagem religiosa – é a única saída”.

Milton Greco

Amor e limites

A noite caíra enquanto eu esperava na rodoviária para voltar à minha cidade. Uma viagem difícil e longa, apesar da pouca distância. Tive que esperar muito e eu estava imerso somente nos meus pensamentos, quando - para fugir deles - comecei a prestar atenção na conversa de dois homens que sentaram-se detrás, já no ônibus.

Não vi o rosto dos dois, mas, pelo tom de voz, eram pessoas simples. Pelo cheiro, tinham acabado de sair de um bar. Um deles estava mais entusiasmado:

- Mais nunca que eu imaginei vim numa cidade dessa. Tudo diferente! - disse num sotaque muito caipira de minha terra. Ele falava de uma cidade a menos de 30 quilômetros de onde mora.

Continuou: - Eu tô com ela há 3 anos. Não taria com ela se não gostasse. Com ela não tem essa história de metidez. Quando ela falou pra eu vir visitar ela aqui eu nem acreditei. Nunca que imaginei vir numa cidade diferente…

O outro murmurou algo que não pude ouvir. E se pudesse, talvez não compreenderia.

Ele respondeu: - Ela me ligou e disse pra eu comprar a passagem que ela esperaria na Rodoviária. Peguei o ônibus, parei na rodoviária e… tava lá ela, me esperando!!!

Sorri ao concluir que o amor, seja a estima por nós mesmos ou o amor à outra pessoa, é que nos impulsiona para romper nossos limites. E é na expansão dos limites físicos é que se estabelecem novos limites internos.

Iara Venanzi 

 

Quando eu cheguei à revista Realidade, o Zé era o que eu queria ser quando virasse jornalista.”

Paulo Henrique Amorim

 

Zé Hamilton repousa eternamente em suas reportagens da finada revista Realidade. Enquanto pessoa, é vivo e trabalha em projetos para a Rede Globo. Enquanto meu mito, ele pode ser encontrado no santuário está encadernado em couraças parecidas com as de tese de mestrado, na Biblioteca Central da Puc-Campinas, nos poucos volumes da revista Realidade que ali restaram e que pouca gente consulta. Ali mesmo, minha jornada começou para mim há oito anos.

Depois de todo esse tempo, o espírito do lugar ainda era o mesmo. Talvez mais oco para mim. Nos meus passos vazios no pátio cheio de rostos desconhecidos com a mesma cara de antes, deixei-me levar pelos corredores da universidade.

Muito do cheiro do início ainda estava lá. O cheiro da sala onde, pela primeira vez, ouvi falar em Jornalismo Literário era exatamente o mesmo, me assisti sentado ali ouvindo o professor propor fazer uma reportagem narrativa. Meus sonhos reverberaram novamente nos limites daquelas paredes.

Numa xícara de café espresso, no que não é mais a cantina, mas uma praça-de-alimentação cada vez mais parecida com um shopping center, flutuei pelos olhares das pessoas. No primeiro gole amargo; um gordinho ouvia algo e tomava coca-light. No segundo gole; a loira da mesa ao lado solta um palavrão antes de liberar a fumaça presa no pulmão. Virei o café; uma repórter de alguma matéria experimental de TV implorava uma sonora aos que comiam nas mesas do fundo. Resolvi ir à biblioteca.

 Na barriga da baleia

- Você tem certeza de que este é o nome da revista? - respondeu-me com uma pergunta a atendente da biblioteca. Sem tirar os olhos do computador, onde consultava “o sistema” perguntou outra vez: - Mas é Revista Realidade ou só Realidade? Faz muita diferença! O senhor já viu isso aqui?

Depois de uma ajuda da bibliotecária, a atendente me mostrou um corredor. No meio dele algo em torno de vinte volumes encadernados, capa dura e vermelho vinho. Ali, alguns exemplares da revista em que eu queria ter trabalhado. Infelizmente, não foi minha época.

Procurei, por curiosidade, matérias de meu ex-chefe. Achei algumas. Mas, o que me segurou na cadeira por mais de três horas foram as matérias do José Hamilton Ribeiro.

Uma pauta mais deliciosa que a outra. A melhor delas, naquelas horas: Zé Hamilton passou uma semana trabalhando como operário, numa fábrica, escondido da tarefa de repórter, alojado com aqueles operários na pensão, viveu e sentiu o gosto do chão-de-fábrica. O objetivo era saber como o jovem brasileiro sem escolaridade conseguia trabalho.

Aqueles personagens viveram novamente ali, de 1970 e poucos direto para 2008, numa narrativa simples, de gênio.

Zé Hamilton é o repórter que carrega, para mim, uma emoção particular. Não o considero o melhor, nem o mais ousado, nem o mais genial dos jornalistas-escritores. Talvez o que consegue ser mais simples (tarefa difícil). Mas foi com um texto de Zé Hamilton que eu chorei pela primeira vez ao ler um livro. Foi na reportagem que ele escreveu quando foi à guerra do Vietinã, “Eu estive na guerra”, que virou um livro-reportagem, “O Gosto da Guerra”:

- Dois feridos. Um deles está morrendo.

Henry e eu permanecemos parados, enquanto todo o pessoal do nosso grupo já caminhava, junto com os enfermeiros, para perto de onde estourou a bomba. Henry propõe:

- Vamos lá? Você talvez consiga ótimas fotos.

Eu não acho que um soldado morrendo seja uma boa foto, hesito, mas Henry insiste:

- Vamos?

- Ok, vamos!

Ele foi na frente, seguindo o mesmo caminho usado pelos enfermeiros. E eu fui atrás dele. Nem bem dei cinco passos quando o estrondo de uma explosão povoou inteiramente meus ouvidos. Um zumbido agudo e interminável brotava na minha cabeça. Uma nuvem negra de fumaça fez desaparecer tudo à roda e eu tive a impressão, nítida, de que a bomba explodira exatamente em cima do soldado Henry. Quando a fumaça se dissipou um pouco e eu não via o Henry, imaginei que ele tivesse sido projetado para longe e a essa hora já devia até estar morto. Ele apareceu na minha frente de repente, com o rosto transformado numa máscara de horror.

- Henry você está bem?

Ele não respondeu e continuou caminhando em minha direção. Senti-me sentado e não descobri por quê. Entrevi Shimamoto, saindo da fumaça, e ainda lhe pergunte: - Shima, você está ok?

Ele trazia um cigarro aceso e tentou colocá-lo na minha boca. Não aceitei. Sentia na boca um gosto ruim, como se tivesse engolido um punhado de terra, pólvora e sangue – hoje eu sei, era o gosto da guerra. Cuspia, cuspia, mas aquela gosma amarga permanecia na minha boca. Então, senti um puxão violento na perna esquerda e só então tive a consciência de que a coisa era comigo”.

… 

Foi em lágrimas, dentro de um ônibus, em maio de 2002, que eu me dei conta de que o jornalista poderia se misturar com o escritor que eu queria ser. Me dei conta de que é possível chegar até a emoção pela narração. Transformar por palavras e não só ser o repetidor de fatos enfeitados pela linha editorial vindo da cabeça de alguém, em nome do lucro de alguém.

Meu segundo encontro espiritual com Zé Hamilton foi surpreendente, mas não revelador. Trouxe mais dúvidas do que certezas desta vez.

Menos é mais

Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou.

Jung

Tenho tido muito tempo para pensar. Tempos de sobra para fazer exercícios e deixar de fazê-los quando der vontade. Tempo para dormir oito horas, para comer decentemente, para ter um celular só.

Do dia 18 de março até hoje, tudo o que eu não tinha se converteu no que eu tenho. Como se o negativo se transformasse na foto. Eu tinha trabalho, eu tinha salário. Não tinha tempo. Trabalhava, muitas vezes, 12 horas num dia. Dormia tarde. Acordava com a tarefa de apaziguar pressa e perfeição. Tudo se converteu assim… em questão de dias, num tapa digno de Shiva.

Eu gostava muito de meu trabalho. A sensação que tenho agora é que estava viciado e mesmo hoje ainda ouço o celular tocar ou entro em um pequeno pânico se não há conexão de internet por perto.

Decidi não procurar outro trabalho. Alterar o rumo da minha vida por um tempo e repensar no tipo de jornalista/escritor que estou construindo em mim.

Revirar as memórias

Minha bagunça caiu. Ao procurar alguns documentos no guarda-roupa na casa de meus pais, a papelada veio abaixo e trouxe objetos inúteis, empoeirados e esquecidos ali, numa enxurrada. Foi como se parte do meu inconsciente tivesse vindo abaixo. Evitei por três dias aquela massa de ácaros que originava do chão. E foi hoje que resolvi aplicar a Lei – Menos é mais.

Li cada bilhete, cada cartão novamente. Joguei fora alguns textos que sei que não vou usar, mas sempre pensava que poderia precisar. Preparei uma caixa para as fotos do passado, achei documentos perdidos. Resultado: três sacos daqueles de dez litros cheios de memórias, agora libertas do meu mundo material.

Me sinto como se estivesse arando um grande terreno para começar o plantio. Não posso negar que a visão é meio triste. Por mais que eu saiba que há sementes a serem plantadas, a terra vazia e sem cor e o horizonte liso e longe oferecem um certo desgosto num céu de incertezas.

Foi no revirar das memórias que eu revivi alguns sonhos que tinha sobre o jornalista que queria construir na época da faculdade. Algumas sementes que ainda são sementes, algumas que ainda são mudas. Nenhuma árvore frondosa.

Diante de dois caminhos, escolhi o mais incerto. Escolhi repensar.

Responsabilidade

O ser-humano é o mais grandioso experimento da existência. Neste vasto, infinito universo, somente nesta pequena Terra a existência foi capaz de produzir a humanidade - a qual tem o potencial para tornar-se totalmente consciênte. A existência espera muito de você.”

Osho

As pazes com Hipnos

Hypnos and Thanatos, Sleep and His Half-Brother Death by John William Waterhouse

Os parágrafos de Nuno Cobra emaranharam-se em meus pensamentos.

Dar-se ao sono, mergulhar em nossa natureza primordial, é render-se aos profundos mistérios que nos cercam, fundamental declaração de auto-estima. Prova viva do profundo amor ou desamor de cada um por si mesmo.”

Estou lendo o seu livro, A Semente da Vitória, no ponto mais polêmicos - e mais simples também – da teoria do Nuno Cobra, onde ele diz que dormir é a base de todo o seu trabalho.

Nuno Cobra recomenda que nós acertemos os relógios biológicos em acordo com o dia. Isso significa começar a se preparar para o sono às 17h30, ir dormir – no máximo – às 10h (quá-quá-quá) e se programar dormir oito horas, no mínimo.

Confesso que antes dessas palavras eu sentia uma espécie de prazer ao dormir tarde e conseguir acordar cedo, como se isso fosse uma demonstração de força diante das imposições da natureza. Mas os parágrafos do Nuno Cobra emaranharam-se nos meus pensamentos, mergulhar na minha natureza primordial é me encarar sem máscaras ou desculpas no mundo inconsciente da minha sabedoria e da sabedoria de minha espécie, é saber o que minha essência diz sobre mim.

Diante do que penso sobre mim, da minha energia psíquica livre de qualquer ética e embebida do instinto tomo conhecimento dos meus demônios e deuses. Com a consciência em plena atividade, fico mais distante de mim mesmo, o que confesso às vezes ser tão confortável como enganador.

Tenho um medo do sono que é próximo ao medo da morte. Não me admira que Hipnos é irmão gêmeo de Thanatos. Hipnos é o deus grego do sono e Thanatos, da morte.

Dormir e morrer tem suas semelhanças. Dormir e morrer nos aproxima da nossa natureza primordial, da essência da Vida. Dormir nos libera da consciência tanto quanto a morte. E nas profundezas da inconsciência podemos encontrar as respostas enquanto a Vida reconstrói o nosso corpo ou nossa alma. O sono e a morte da mesma maneria, em níveis diferentes, é o momento do acerto de contas. Por isso o meu dormir bem ou reflete que rumos que dou à minha vida.

Hipnos mora numa caverna, onde a luz do sol nunca chega. Seu guardião é seu filho, Morfeu que protege seu sono e é dono das histórias do inconsciente. A Hipnos só concerne mesmo o dormir, ele deve ao dormir sua existência.

Quero entrar em paz ali nessa morada e olhar para prateados de Hipnos. Não vou dormir às dez. Mas, pelo menos hoje, vou tomar um chá de Tila, me tranqüilizar para a conversa comigo mesmo. “O sono é um diálogo interno, uma conversa da pessoa com ela mesma. Não se trata de discutir o por que ou como se dorme. A questão é que tem que dormir. É algo muito concreto”.

Leia um mini-conto sobre o assunto no Cápsulas de Ficção.

Samsara

Não teremos um fim. Quem dirá um final feliz. Duas frases curtas que qualquer leitor como você poderia achar extremista e pessimista. Poderia ser se eu parasse por aqui, e não explicasse. Poderia dizer que elas são sim realistas, mas não vou dizer isso.

Digo, “não teremos fim. Quem dirá um final feliz”. Nossa vida não é um romance ou qualquer enredo de novela ou qualquer outra história. É mais rica que qualquer outra história, é um grande ciclo emaranhado de outros pequenos ciclos, iniciados e finalizados pelo poder das vontades e decisões, ditas (questionavelmente) certas ou erradas.

Não teremos fim, assim como não temos um começo. Devo contar meu começo de onde? Na manhã do dia 30 de julho de 1981 da Era Cristã? Ou não existi como feto, embrião, óvulo e espermatozóide, átomo, elétron, onda, energia…? Talvez meu começo seja meu pai e minha mãe – duas outras histórias sem começo.

Minha vida não terá um último capítulo. Onde tudo se encaminhará para a realização plena. Vou morrer sem realizar alguns sonhos, sem pagar algumas contas, velho ou novo. Em alguma hora tudo isso vai ser interrompido. Sem um final.

Posso receber essa compreensão por duas vias. Pensar que a vida é mesmo imbecil e vegetativa. Cumprir meus papéis automáticamente, buscando a felicidade ou a tristeza que me satisfará naquele instante até o que final chegue. E ponto.

Mas prefiro crer que as imperfeições dos momentos não os desvalorizam. Sendo a vida sem fim, cada momento deve ser vivido e sentido com a devida importância, seja a festa de formatura ou lavar das orelhas. Quem sabe vivê-los como se fossem os últimos. Prefiro pensar em vivê-los como se fossem únicos. Como se cada segundo fosse uma foto que não se repete, que se desfaz no presente no mesmo instante em que se cria. E eu as guardo no meu passado para que sejam a matéria-prima de meu futuro.

Ouvi num filme nesse final de semana uma obviedade que me fez um certo sentido. É preciso estar 100% presente em cada momento. Imaginei-me no meio de um cabo-de-guerra (lembra?). Eu segurando as pontas de duas cordas, uma atada em cada braço. O passado puxa com força uma ponta, o futuro tem seus sobressaltos de impetuosidade e quase arranca-me do centro. E eu, firme, controlando as duas pontas para me manter no presente. Até que meu ciclo se transforme.

 

Seiva familiar

- A não-escolha já é uma escolha – disse assim, sem mais nem menos, o meu pai, ao quebrar o silêncio que paerava sobre a mesa depois do jantar. Estava sentado ao seu lado, procurando palavras para começar uma conversa, pedir o apoio emocional para uma decisão. E ele me soltou essa.

- Sim, Karam. Não escolher já é escolher ficar. Tentou explicar provavelmente depois que viu os meus olhos de espanto. Eu ainda não havia falado uma palavra sobre a viagem. Ele encontrou o prólogo da conversa.

Senti ali uma espécie de sintonia. Uma energia fina que não consigo explicar, como se ele soubesse não pela via da ciência exata, mas por intuição. Isso me fez perguntar qual a ligação mais profunda entre o Karam e os seus familiares. Ligações físicas? Afetivas? Amorosas? De gratidão? Genéticas? Qual a ligação mais profunda?

O cético diria que tudo é determinação dos genes. Mas, o que é a linha mestra que orienta escolha das combinações? O acaso? Se é uma mapa genético que determina se vou puxar o jeito da mãe ou o olho do pai, quem é o cartógrafo desse mapa?

Acredito que há algo mais que genes transmitido entre as gerações. Uma amiga minha disse uma vez que nascemos na família certa, na hora certa e para cumprir os caminhos certos – as “missões” que o senso comum já conhece, acredita, mas não explica.

Estamos enraizados na família em que nascemos. Isso determina nossa vida. O ambiente criado em torno de mim e a educação que me foi dada foi construído erros e acertos conseguidos nas gerações passadas. Segue o rumo inverso daquilo que meus pais não gostavam. Segue a favor do que já foi escolhido pelos meus avós e que eles aprovaram. A criação dos meus avós foi determinada pelas escolhas de meus bizavós e assim se desvenda uma deliciosa teia que vai além da ligação de genética.

A impressão que tenho é de que há uma continuidade na história familiar, como se viéssemos limpando o caminho, pouco-a-pouco, dos nossos antepassados. Cumprimos um carma coletivo, uma seiva que é purificada ao subir pelos galhos da árvore genealógica. Vencemos barreiras que eles não venceram. Nos prendemos em muros construídos por eles. Firmamos o pé no terreno que eles sonharam.

Assim se faz o caminho da evolução. A Vida nos oferece um tema, uma história e um caminho. Mas a escolha de seguir com elas, limpá-las ou nos prendermos nos complexos é nossa.

 - A não-escolha já é uma escolha. Repete a voz de meu pai aqui na minha cabeça.

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